Um novo relatório de pesquisa plurianual, Sustaining Welcome: Longitudinal on Integration with Resettled Syrian Refugeesacompanha as jornadas de integração de mais de 200 refugiados sírios reassentados que vivem na Colúmbia Britânica de 2017 a 2020.
Por meio de entrevistas anuais regulares com os participantes, os pesquisadores puderam acompanhar as mudanças ano a ano no bem-estar social, econômico, físico e mental dos refugiados sírios. O relatório reuniu especialistas acadêmicos, trabalhadores da linha de frente e profissionais - incluindo psicólogos, cientistas sociais, geógrafos e epidemiologistas - para apresentar uma das avaliações mais abrangentes e diferenciadas das experiências pós-chegada dos refugiados na Colômbia Britânica até o momento.
Os principais insights do relatório incluem:
Idioma e aprendizado
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As barreiras linguísticas continuam sendo um dos principais desafios, especialmente para as mulheres e para aqueles que têm responsabilidades de cuidar dos filhos.
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O progresso nas habilidades do idioma inglês foi um dos sucessos mais comemorados, mas o acesso a aulas flexíveis e a cuidados infantis continua sendo crucial para o aprendizado contínuo.
Emprego e renda
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As taxas de emprego aumentaram de 29% no primeiro ano para 42% no quarto ano, mostrando um progresso evidente.
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Muitos recém-chegados encontraram trabalho por meio de redes familiares e comunitárias, destacando a importância das conexões sociais.
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Apesar desse progresso, a pobreza continua sendo uma preocupação, com quase metade dos participantes dependendo de alimentos ou assistência social.
🏘️ Housing and Belonging (Moradia e pertencimento)
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A acessibilidade econômica continua sendo uma das pressões mais significativas. Até mesmo os moradores de moradias sociais relataram dificuldades financeiras.
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Com o tempo, o senso de pertencimento dos participantes ao seu bairro, cidade e país aumentou - um sinal positivo de integração.
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No entanto, as redes de amizade diminuíram, principalmente para as mulheres, contribuindo para o isolamento.
Saúde e bem-estar mental
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O acesso a médicos de família melhorou significativamente, mas as barreiras digitais durante a pandemia limitaram o acesso de algumas pessoas ao atendimento.
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O relatório constatou que a saúde mental diminuiu ao longo do tempo, com sintomas de depressão três vezes maiores do que na população canadense em geral.
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Fatores como pobreza, desemprego, apoio social limitado e o fato de ser mulher foram associados a um risco maior de depressão.
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Os problemas iniciais de saúde mental muitas vezes persistiram, destacando a necessidade de apoio de longo prazo, informado sobre traumas e culturalmente sensível.
Você pode ler o resumo executivo abaixo:
Leia o resumo executivoO que isso significa
A pesquisa deixa claro uma coisa: a integração não termina após o primeiro ano.
O sucesso do assentamento em longo prazo depende da saúde mental, do pertencimento social e da segurança econômica.
O relatório pede:
✅ Apoio plurianual à saúde mental e aos assentamentos
✅ Pontes mais fortes entre as comunidades
✅ Programas flexíveis de idioma e emprego
✅ Atenção contínua às experiências e à inclusão das mulheres
Portanto, são necessários serviços de saúde mental de longo prazo para os refugiados, para ajudá-los a lidar com os traumas anteriores à chegada e com o estresse pós-chegada.
Além disso, são necessários programas de emprego e de língua inglesa mais direcionados para superar as barreiras que as mulheres enfrentam no acesso aos serviços.
Você pode acessar o relatório completo aqui.


